sábado, 19 de novembro de 2011

Dia 17: Brasileirão



Bye Bye Brasil é o melhor filme brasileiro e ponto. É uma superprodução, mas é pobre. Tem atuações estonteantes de pessoas feias e ridículas, em cenas cruas que podem - ainda - estar acontecendo ali na região metropolitana da sua cidade grande. Tem seu valor histórico, claro. Transamazônica, gente, que grande fonte de pautas e filmes poderia ter rendido - mas ficou só nisso e mais uns dois ou três filmes de qualidade inferior. Quem, às vésperas da Abertura e da Anistia, não se reconheceu no desalento da busca pela Pasárgada, transformada em Altamira, dos artistas mambembes, também malandros e prostitutas, de José Wilker, Betty Faria, Fábio Júnior e Zaira Zambelli - a Caravana Rolidei? Mas para além de sua importância cívica está o que melhor se pode esperar de um filme - diversão, belíssimas atuações, locações, roteiro amarradíssimo (ah, bons tempos sem offs explicativos). Não ganhou a Palma de Ouro em Cannes porque disputou com All That Jazz e Kagemusha, a Sombra do Samurai - aí fíca complicado. Mas merecia. Infelizmente não encontrei meus trechos preferidos na internet para mostrar a quem ainda por acaso não viu - e que se existir, depois me diga se não deixa qualquer outra produção brasileira no chinelo. 


4 comentários:

Rita disse...

Clap clap.

bj
Rita

Luciana Nepomuceno disse...

Eu amo esse filme e lhe quero um bem ainda maior, baby, por dizer de um jeito tão bonito como ele é digno desse meu afeto.

trombone com vara disse...

Na mosca!
Mas "TODAS AS MULHERES DO MUNDO" vem num segundo lugar quase primeiro.

Augusto disse...

Tina, meu voto iria para "Central do Brasil" - principalemnte por conta da trilha de Jaques Morelenbaum -, mas o seu texto me fez votar com a relatora e ir de Bye, Bye brasil