quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Dia 21 - Preto no Branco (Melhor Noir)

Pra não falar besteira, fui pesquisar as características do estilo (ou gênero?) noir. A sábia Wikipedia dá um show e nos ensina quais são seus principais elementos.

Personagens: femme fatale, protagonistas moralmente ambíguos, protagonistas alienados, bode expiatório e personagens violentos ou corruptos; 

Ambientes: urbano, contemporâneo, locações exóticas ou remotas, casas noturnas e/ou clubes de jogos/apostas;  

Elementos cinematográficos: fotografia em preto-e-branco, ou em cores lavadas (não-saturadas), ângulos baixos de filmagens, ângulos incomuns e técnicas expressionistas de fotografia, cenários noturnos e interiores sombrios e uso de narração; 

Elementos temáticos: senso de fatalismo, obsessão sexual/romântica, corrupção, emboscadas, niilismo; 

Elementos de roteiro: roteiro intrincado, flashbacks, sobreposições narrativas, história contada sob perspectiva criminal, traição, inevitabilidade do fracasso do protagonista., final em aberto ou ambíguo.


Ou seja, é receita pra filmaço. O Falcão Maltês e O Crepúsculo dos Deuses são os mais importantes, certamente. Mas gosto pessoal é aquela coisa. Fico aqui com O Terceiro Homem, escrito e roteirizado por um de meus autores preferidos, Graham Greene. Aqui nesse blog antigo tem um texto primoroso sobre o filme, que eu jamais poderia fazer melhor. O texto dá o spoiler de uma das melhores frases do cinema, criado pela cereja do bolo, que é a aparição-surpresa de Orson Welles (a fala do relógio-cuco, que não está no roteiro de GG). E spoiler por spoiler, fiquem com a cena toda, um primor, assim como todo o filme.




Harry Lime:  Nobody thinks in terms of human beings. Governments don't. Why should we? They talk about the people and the proletariat, I talk about the suckers and the mugs - it's the same thing. They have their five-year plans, so have I.
Martins: You used to believe in God.
Lime:  Oh, I still do believe in God, old man. I believe in God and Mercy and all that. But the dead are happier dead. They don't miss much here, poor devils.

*Desculpem, acho pedante texto todo em inglês, mas não achei a tradução e tô apertada de costura. 

2 comentários:

trombone com vara disse...

O SEGREDO DAS JÓIAS, HUSTON.

Augusto disse...

Crepúsculo dos Deuses, sem dúvida. Mas com um segundo lugar honroso para "a marca da maldade".