Uma coisa que me ensinaram na primeira viagem à Europa: o lixo de banheiro vai pra privada. O cesto de lixo é pra absorventes, tubos de pasta de dentes, cotonetes, plásticos etc. O que você usa vai embora com a descarga. Não é libertador, isso? Eu adoro. Ok, eu sei que a maioria das pessoas que moram em prédios modernos tem encanamento com descarga forte o suficiente pra jogar sua sujeira no ralo. Mas eu moro em casa, a gente mal tem pressão pra um bom banho. Se jogar papel higiênico na privada, ela entope. Então o primeiro susto de terceiro mundo que a gente tem ao voltar ao Brasil é entrar num dos (imundos) banheiros de aeroportos (no meu caso, Galeão, sempre) e topar com aqueles cestos gigantes de lixo de bunda transbordando, quase encostando em você. É, que nojo, eu sei. Prova de que na maior parte do nosso país a cultura é de ter lixo de banheiro, mesmo.
Isso me remete, rapidamente, à discussão da sacolinha plástica que foi proibida em mercados de São Paulo. Nos países que visitei, elas são cobradas - bem baratinho - e o cliente tem que pedir. Mas como vamos fazer com o lixo do banheiro? Tem que comprar saco de lixo pequeno pro banheiro. Porque nossas privadas entopem. Afe.
Aí tem o outro lado: como tem pouco banheiro público em locais de alta circulação, na Europa! Claro, existem banheiros públicos, nas principais ruas - não os usei mas são baratinhos também, e dizem que muito limpos. Mas vc está num super museu ou num shopping gigantesco e precisa enfrentar fila pra fazer um xixizinho porque só tem um banheiro com 8 portinhas. Fila de 15 minutos, eu peguei. Quase fiz xixi nas calças. Metrô, nem se fala. Por isso acabei tomando menos líquidos do que deveria. Água, quero dizer.
Vá ao banheiro antes de enfrentar o Louvre!
