quinta-feira, 5 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
Lusco-fusco
Cheguei agorinha, 18h50, em casa, bem no lusco-fusco, aquela hora em que ainda não é noite mas também não é mais dia. Já foi meu momento preferido; ultimamente, mal o tenho reparado. Mas hoje está tão bonito, laranja. Lembrei do tempo em que eu e marido observávamos, pela janela, as cores do lusco-fusco. Tentávamos acompanhar suas nuances e registrar quando acabava - "ah, agora é noite". Pensávamos no que nos aguardava - e era o crepúsculo.
terça-feira, 3 de março de 2009
faz-de-conta
A Nina, explicando qual vai ser a brincadeira.
- Você vai ser o pai (diz pro pai);
- Você vai ser a mãe (diz pra mim);
- E eu vou ser a filhinha!
- Você vai ser o pai (diz pro pai);
- Você vai ser a mãe (diz pra mim);
- E eu vou ser a filhinha!
Sábado, perto das 17h. Fui ao shopping fazer mão e pé. O filme só começava às 18h40, portanto tinha tempo de sobra. E apesar do salão ser gigantesco, aparentemente houve um surto de casamentos e festas na cidade, porque estava mais que cheio, mais que lotado. Tinha fila com senha pra conseguir manicure livre. Como não pretendia passear nem gastar no shopping, esperei bovinamente pela minha vez de ter o nome anotado na fila de espera. À minha frente uma loira baixinha bufava. "Vai demorar muito? Quanto tempo vou ter que esperar?", perguntou pra funcionária, que simpaticamente respondeu - "Não temos idéia, é difícil de dizer, então é melhor a senhora sentar e esperar". Pronto. A mulher entendeu o equivalente a "espere sentada". Quase gritou: "ah é? tenho que sentar? se eu quiser ficar em pé eu não posso????"
Gentem. Sábado. Fim do dia. Pra fazer a unha. Precisa?
A moça se explicou. "É que deve demorar, não temos idéia do prazo, então pra ficar confortável é melhor sentar".
A cliente gritou pra quem quiser ouvir "Mas eu vou ficar de pé!" e saiu de perto.
Chegou minha vez, a moça de cara desolada. Comentei: "imagina se fosse guerra e a fila, de mantimentos".
Mas tem gente que vive em guerra.
Aliás, eu sentei um pouco e vi que ia demorar demais, então fui embora. E finalmente comprei um pijama novo.
domingo, 1 de março de 2009
Errata
Mickey, desculpa qualquer sarrinho que eu tirei no post abaixo, você sabe que eu sempre adorei você e quando apareceu naquele trailer de um western de terceira, lá por 1996, e parecia o Chinês do Oeste, meu coração doeu.
Mas me desculpe qualquer coisa porque ontem te vi em O Lutador e vou te dizer, nem chorei tanto, mas você estava perfeito, fazia tempo que alguém não me emocionava assim. Obrigada, foi uma hora e meia incríveis, apesar de todas as cenas odiosas de luta e do roteiro até certo ponto previsível.
Aprendam, Hollywood e adjacências, com o rosto feliz e triste, derrotado e vencedor, de Randy The Ram, na cena final - e antes do discurso - que simplesmente, na vida, NÃO HÁ REDENÇÃO. Mesmo entre momentos gloriosos. Aproveite-os, Mickey. Beijo, sua fã desde O Selvagem da Motocicleta e de Coração Satânico.
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