sexta-feira, 19 de junho de 2009

A caipira e a pamonha

Calma, gente, não é catapora, é make-up.
Post enorme à vista.

Comprei ontem um vestido de festa junina pra Nina, que tem festa e apresentação hoje na escola, daqui a pouco. Só que o vestido que escolhi na feira da praça era enorme. Ela não ficou parecendo caipira, ficou parecendo uma bóia-fria. E isso já aconteceu antes: na primeira festa junina. Ela tinha só um ano e eu pensei, ah, não vou gastar dinheiro com fantasia. Botei um vestidinho florido normalzinho e uma bota na menina. Chegando na escola, as outras mães, caprichosas, tinham alugado ou mandado fazer aqueles vestidos maravilhosos tipo daminhas de casamento, sabe? E a Nina parecia a criada da fazenda. A que acordou cedo pra ordenhar a vaca Mimosa.


***

Tento não repetir o vexame, mas também tento não exagerar nos gastos. Por isso, foi chegando a data da festa, avisei: o vestido deste ano vai ser o mesmo do ano passado. Ela concordou. O que importa pra ela é dançar rebolando, comer pipoca e ganhar brinquedo nos joguinhos tipo pescaria. Mas eu fui checar o vestido e não dava pra usar. Pequeno demais. Ninotchka cresceu 10 cen-tí-me-tros neste ano. Confirmados pela pediatra, na quarta-feira. Um metro e onze.
Bem. Daí comprei o vestido mais barato e (dentro do possível) bonitinho da feira da praça Osório, como fiz no ano passado. Só que, como dizia antes, me enganei no tamanho. Ficou gigantesco e ela, tadinha, apesar de ter adorado, não sacou que parecia uma integrante do MST (nada contra a companheirada, mas admitamos que o movimento não levou representantes à SPFW). Desengonçadíssima.


***

Resultado. Fiquei ontem até as 11h tentando apertar o vestido. Obviamente não consegui e ainda deixei o troço todo detonado. Nem daria tempo de trocar na feira, hoje. Fomos cedo numa lojinha perto de casa comprar outro. Prejuízo.
Sem contar que só li, na agenda da escola, lá pelas oito da noite de ontem, que cada aluno tinha que levar um pratinho de lanche e o da Nina era cachorro-quente. O marido estava dando aulas e mandei um torpedo pedindo pra "por favor achar mercado aberto" e levar pra casa pão e vina. Acordei cedo hoje pra fazer os tais sanduichinhos. A Nina achou lindos mas não quis experimentar. Não come os meus, só os da escola. Humpf.

Eu não presto 2

Lembra do professor de auto-ajuda e oratória daquela pós que eu larguei?
Eu sou tão má.
Hihihihi.
Continuo na lista de e-mails do grupo, sabe. Eles esqueceram de me deletar.
Daí anteontem saiu a decisão que desobrigou blablabla o diploma de jornalista. E a turma da pós é quase que só de jornalistas recém-formadas.
Olha o e-mail de pesar que o profe enviou pras alunas:

Lastimável, muito triste a decisão. São dessas "coisas", chamadas decisões, que
nos deixam estupefatos, entristecidos...
À professora Mimimimi, à aluna Memememe e a todos os colegas jornalistas do Curso de Pós-Graduação a minha solidariedade, apoio, força e "preces". Sejam firmes, fortes, guerreiros, bravos, mentes abertas, cabeças erguidas, como sempre o foram.
VOCÊS MERECEM TODA A MINHA ESTIMA E APOIO.
Profe Fofo.



Coisas chamadas decisões. Preces. Ei, preces em aspas, hein. Guerreiros. Cabeças erguidas. E finalmente, caixa alta pra mensagem final: contem com ele, mandem e-mail pra ele porque ele fica feliz!!!! Acho dygno, como diria a Katylene.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Diploma

Ok, devo admitir que sempre tive motivos pra achar desnecessário o diploma de jornalista. Primeiro por uma questáo pessoal: náo aprendi rigorosamente nada na faculdade, relacionado à profissáo. Náo é exagero. Tudo o que me influenciou a ser a profissional que eu sou veio da grade de Humanas - as aulas de Antropologia, Sociologia, Filosofia (que eu matei muito) e principalmente, de Letras, especialmente, as aulas do maravilhoso e justamente incensado Cristóváo Tezza.
(Porém - tenho que fazer esse adendo - sei que há cursos por aí muito bons que ensinam tudo o que eu deveria ter aprendido na Federal.)
A convivência com os alunos dos cursos de Humanas também foi fundamental pro tal do "aprendizado pra vida".
Tem outra coisa: sáo poucos os países que exigem diploma de jornalista. Náo sei quantos sáo, náo tenho dados porque nunca fui de sindicato. Mas sei que sáo poucos porque os poucos estrangeiros que conheci sempre comentaram "uai, mas tem que ter diploma? no meu país náo". Isso vindo de africanos, canadenses, americanos, argentinos etc.
Bem. Agora caiu a exigência do diploma de jornalista. Finalmente estamos todos da Comunicaçáo Social nivelados - publicitários e relaçóes públicas agora náo sáo mais seres inferiores, hahahah.
Mas daí ontem estava assistindo o jogáo do Corinthians (2x0 contra Inter, uhu) e fui ficando no quentinho do sofá com a Nina babando no colo, tomando meu vinho, sem querer acabei vendo o Jornal da Globo. Coisa que náo fazia há tempos, desde que o William Waack voltou pra ex-mulher.
E a questáo do diploma vem embalada assim:
"Acabou a obrigatoriedade do diploma, um resquício da ditadura" - e o Evaldo Pereira, cuja atuaçáo puxa-saquista em Brasília me dá engulhos, entrevista o dignérrimo Gilmar Mendes sobre o fim da obrigatoriedade: "É o fim do cerceamento da opiniáo, agora todo mundo pode dar opiniáo nos meios de comunicaçáo".
E, ora ora. Náo bastasse o cara dar entrevista andando, ainda me comete essa. E o outro continua lá, subserviente, andandinho com seu microfone e seu crachá de Bozó.
Fala sério, né gente. Uma coisa que me irrita nessa história toda é a confusáo entre jornalista e articulista. Articulista - o Zé Simáo, Clóvis Rossi, Jânio de Freitas (deuses), Barbara Gancia, Rui Castro, José Sarney, Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo, Marina da Silva, Juca Kfouri, Tostáo, sei lá mais quem - pode ser o que for. Eles sáo pagos pra dar opiniáo. E quem banca a opiniáo deles, depois, juridicamente se for preciso, é o dono do jornal.
Jornalista "formado" ganha milequinhento por mês pra fazer ronda em delegacia de polícia; pra decifrar Diário Oficial; pra cumprir dez pautas por dia, do buraco de rua à última do governador.
Náo me venham dizer que jornalista dá opiniáo. Náo dá, náo. Dá fatos. Quem dá opiniáo sáo os articulistas contratados de acordo com o interesse do dono do veículo. Jornalista muitas vezes - quase todo dia - tem que engolir a própria opiniáo e privilegiar as obras e interesses do amigo do dono do jornal, seja ele o presidente, o governador ou o prefeito.
Sem contar os interesses comerciais, dos anunciantes.
Entáo náo me venham com desculpas travestidas de democracia. O STF quis uma vendetta contra a categoria e ponto. Náo está criando liberdade pra nada, mesmo porque os jornais de papel estáo morrendo e o futuro está aqui, nos blogs e twitters e o que mais for inventado nas próximas duas horas.
Dito tudo isso, quero deixar registrada minha disponibilidade para participar de movimentos para o fim da obrigatoriedade do diploma de advogado. Porque já tive que pagar 10% pra esses profissionais completarem petiçòes prontas da internet. E o Brasil ainda é um dos poucos países em que o réu náo pode se defender sozinho.
Estou estudando ainda aderir a um movimento pelo fim do diploma pra fisioterapeutas, porque sou boa de massagem. E de nutricionista, porque no Google eu consigo todos as informaçóes necessárias sobre alimentaçáo.
(Esses dois parágrafos foram ironia, ok? brincadeirinha)
Mas finalmente quero deixar claro que eu náo devia ter escrito nada disso porque deixei de ser jornalista faz tempo e virei assessora de imprensa. E pra isso uma formaçáo em secretariado executivo seria mais útil.
Update (agora no pc que tem til) - Acho que não deixei suficientemente claro no texto que estou PUTA com a forma como tudo foi feito, como se o STF e o Gilmar Mendes estivessem fazendo algo BOM para o país, a cidadania e o escambau. Soy originalmente contra o diploma mas de repente transformaram os jornalistas em vilões contra a Verdade e a Justiça (não aqui no bloguitcho) – quando é o contrário, senão não haveria tanto protesto de corrupto contra a imprensa. Menas, gente. Se a gritaria toda diminuir vai dar pra ouvir o espocar dos champagnes dos empresários.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Murphy rulezzz

Claro que a consulta com a pediatra que você tenta marcar há dias vai ser bem na hora da academia. TODOS os compromissos fora-de-hora acabam nesse horário. E isso porque eu faço aula ao meio-dia.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Pentelhação

De quebra, ficamos sabendo que Julianne é ruiva natural.

Fui à academia e lembrei de uma cena no Short Cuts*: a Julianne Moore está discutindo com o marido enquanto se veste e fica um tempo só de sutiã (ops, de acordo com a foto, de camiseta) e sem calcinha, batendo papo. Quando foi ao Actor´s Studio ela disse que aquela cena rendeu uma polêmica, mas que era pra mostrar que o casamento pode deixar uma relação tão banalizada a ponto de não haver qualquer apelo sexual nessa meia nudez. Ela e Altman optaram pela ausência da calcinha porque se ela ficasse só sem sutiã, o efeito não seria o mesmo.

Enfim. Tudo isso pra contar que na academia a mulherada tem mania de tomar banho, botar o sutiã e ficar batendo papo sem calcinha, olhando as celulites no espelho, passando creme. E outro dia uma ameaçou de colocar o tampax (!) na frente de todo mundo, caso os dois banheiros não fossem desocupados.

Por isso é que eu digo. Uma hora de spinning não é nada. Dureza mesmo é agüentar dez minutos de convivência social no vestiário.


*Afe, gosto tanto desse filme.

domingo, 14 de junho de 2009

A boa do feriado

Marido foi com o irmáo, meu cunhado, buscar a pizza encomendada pra janta - no balcáo fica bem mais barato, claro. Chegam lá, lembram que é noite do Dia dos Namorados: o restaurante dá uma garrafa de vinho pros casais.

O marido que náo é besta e adoooora sacanear o irmáo fez a cara mais séria e:

- Ah, é presente pros casais? Entáo nós também queremos. Nós somos um casal.

(Diga-se, o vinho é um espumante bem ruinzinho. Valeu pela cara que o cunhado deve ter feito.)