Post enorme à vista.
Comprei ontem um vestido de festa junina pra Nina, que tem festa e apresentação hoje na escola, daqui a pouco. Só que o vestido que escolhi na feira da praça era enorme. Ela não ficou parecendo caipira, ficou parecendo uma bóia-fria. E isso já aconteceu antes: na primeira festa junina. Ela tinha só um ano e eu pensei, ah, não vou gastar dinheiro com fantasia. Botei um vestidinho florido normalzinho e uma bota na menina. Chegando na escola, as outras mães, caprichosas, tinham alugado ou mandado fazer aqueles vestidos maravilhosos tipo daminhas de casamento, sabe? E a Nina parecia a criada da fazenda. A que acordou cedo pra ordenhar a vaca Mimosa.
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Tento não repetir o vexame, mas também tento não exagerar nos gastos. Por isso, foi chegando a data da festa, avisei: o vestido deste ano vai ser o mesmo do ano passado. Ela concordou. O que importa pra ela é dançar rebolando, comer pipoca e ganhar brinquedo nos joguinhos tipo pescaria. Mas eu fui checar o vestido e não dava pra usar. Pequeno demais. Ninotchka cresceu 10 cen-tí-me-tros neste ano. Confirmados pela pediatra, na quarta-feira. Um metro e onze.
Bem. Daí comprei o vestido mais barato e (dentro do possível) bonitinho da feira da praça Osório, como fiz no ano passado. Só que, como dizia antes, me enganei no tamanho. Ficou gigantesco e ela, tadinha, apesar de ter adorado, não sacou que parecia uma integrante do MST (nada contra a companheirada, mas admitamos que o movimento não levou representantes à SPFW). Desengonçadíssima.
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Resultado. Fiquei ontem até as 11h tentando apertar o vestido. Obviamente não consegui e ainda deixei o troço todo detonado. Nem daria tempo de trocar na feira, hoje. Fomos cedo numa lojinha perto de casa comprar outro. Prejuízo.
Sem contar que só li, na agenda da escola, lá pelas oito da noite de ontem, que cada aluno tinha que levar um pratinho de lanche e o da Nina era cachorro-quente. O marido estava dando aulas e mandei um torpedo pedindo pra "por favor achar mercado aberto" e levar pra casa pão e vina. Acordei cedo hoje pra fazer os tais sanduichinhos. A Nina achou lindos mas não quis experimentar. Não come os meus, só os da escola. Humpf.
Sem contar que só li, na agenda da escola, lá pelas oito da noite de ontem, que cada aluno tinha que levar um pratinho de lanche e o da Nina era cachorro-quente. O marido estava dando aulas e mandei um torpedo pedindo pra "por favor achar mercado aberto" e levar pra casa pão e vina. Acordei cedo hoje pra fazer os tais sanduichinhos. A Nina achou lindos mas não quis experimentar. Não come os meus, só os da escola. Humpf.

