sábado, 11 de julho de 2009

Gli italiani: ficadica

Parte da coleçáo de filme véio.


Ontem foi aquele dia de chuva gostosa, boa pra assistir um filme de tarzan comendo pipoca. Se eu tivesse 10 anos, claro. Passei a tarde trabalhando, cof, cof, e procurando no Youtube pedaços de filmes italianos. Já contei no blog véio deletado o quanto gosto de filme italiano. Os antigos. Tenho alguns na minha coleçáo de clássicos em VHS. Também temos um box com 3 filmes do Fellini. Mas náo foi desses que senti saudades e quis tanto rever. As comédias italianas sáo a minha paixáo. O banzo começou lá na Lola, comentando sobre uma produçáo com o George Clooney, refilmagem mal-sucedida do I Soliti Ignoti, com Marcelo Mastroianni. Neste, Marcelo, Vittorio Gasman e Totò, entre outros, tentam fazer um roubo miserável, do cofre de uma velha viúva. Na primeira parte só se ouve o choro do filho bebê do Marcello. Aquele choro de fome, sabe? Dá uma agonia. Uma miséria. A comédia italiana ri dos males, náo os disfarça nem doura a pílula. Bem, estou escrevendo enquanto a Nina atazana o pai e eu num jogo de adivinhaçáo com desenhos que é nossa tradiçáo. Outro dia eu conto. Entáo o post está confuso, mas quero falar ainda do C´Eravamo Tanto Amati, outro que tenho em casa, e que é um dos melhores "filmes de amigos" que existe. No blog Museu do Cinema tem uma resenha ótima.

"Éramos pobres mas éramos felizes, como dizem os ricos" (Stefania Sandrelli em Nós que Nos Amávamos Tanto) http://migre.me/3uj4










E por que náo ser redundante e náo colocar aqui o trecho do melhor, do óbvio quando se trata do assunto, L´Armata Brancaleone? Branca, branca, branca, Leone! Cedete lo passo.









Bonus track do post: cabana da Nina na salinha.

E náo sei por que o layout fica todo cheio de espaços brancos. Tortura pra quem é doente por simetria. Bom final de semana.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

#mimimi

Além de ficarmos mais sábios, com a idade, deveríamos ficar mais interessantes. Eu náo. Posso até saber um pouco mais da vida e tals. Mas acho que já fui bem mais legal nos meus 20 e poucos anos. Sério. Náo tô pescando elogios, náo.

Explico. Até acho que virei uma pessoa melhor. Mais tolerante, menos histérica. Mas o frescor, a curiosidade, a disposiçáo fazem uma falta danada. É isso.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

CDF

Eu brinco muito que náo estudo desde o cursinho - aliás, que na minha vida só estudei mesmo até o ginásio, depois fui obrigada a fazer magistério, entáo pula pro cursinho e faculdade, bem, eu tenho uma leve impressáo de que náo havia muito o que estudar. Enfim. Náo é verdade. Eu queria mesmo era ter tempo e dinheiro pra ter aulas de Inglês (pra rever e aprofundar), Alemáo (fiz um semestre durante a faculdade e me apaixonei), Espanhol (idem) e Francês (ibidem). Eu tenho aquela facilidade cara-de-pau, de pegar rápido, sabe? Mas vai pagar e vai ter tempo pra tudo isso. Talvez semestre que vem eu consiga fazer Inglês.
Ainda queria ter aulas de Literatura (náo mestrado nem pós, aulas mesmo tipo oficina, sabe), de corte e costura, fazer RPG e culinária (projeto Ninotchka Sopas Deliciosas e Panquecas Legais).
Ah, tô me queixando. Mas acordei assim, querendo fazer de tudo.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Mentiras

Só de pensar que a Dilma tenha mentido em seu currículo Lattes fico deprimida. Sigo há anos o marido alterando o seu próprio currículo Lattes com prazer, depois do esforço dos desafios da carreira acadêmica: mestrado, doutorado, artigos publicados em revistas científicas, cursos, cargos profissionais. Só ele tem a senha pra alterar o próprio currículo. Todos os profissionais acadêmicos fazem o mesmo. Quando alguém vai fazer um concurso e sai a lista de concorrentes, a primeira medida é dar uma olhada no currículo Lattes de cada um. Ver quais cursos fez, quem tem mais experiência prática ou teórica, quem sáo os mais fortes, daonde cada um vem.
Nunca ouvi falar de alguém cogitar a hipótese de mentira num documento desses. Primeiro, porque como alguém vai mentir que fez uma tese, dando nome e local de conclusáo, se pode ser desmascarado a qualquer momento por um colega atento ou pela própria instituiçáo? O currículo Lattes é digital. Qualquer um pode digitar o nome da pessoa da qual se pretende averiguar a carreira acadêmica e voilá: o google mostra nos primeiros resultados o link.
A Dilma admitiu que há "equívoco". Disse que "alguém" alterou os dados. Ora, repito: ela e só ela tem a senha pessoal; se alguém alterou dado, quem forneceu a senha foi ela. Ou será que vai ser criada uma teoria da conspiraçáo segundo a qual um hacker teria obtido sua senha pra alterar pra MELHOR os dados da candidata a presidente, e depois denunciar a fraude à imprensa de direita (ops, esquerda?). Náo dá.
E agora coloca-se em xeque (na mídia) a qualidade do sistema Lattes. Como se uma fraude (tem a do Celso Amorim também) acobertasse outras. Isso sim me parece trabalho de amigos - ah, alteraram o da Dilma, entáo deve ser um sistema bichado, náo dá pra confiar.
Estou chocada. Posso aceitar as mentiras políticas, até entender o porquê de apoiar o Sarney (é só um ex.), mas náo uma mentira táo rasteira e desrespeitosa. Dilma, que vergonha.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Eu me rendo

Assisti o CQC uma vez só, rapidinho, e achei meio chato. Não voltei a ver o programa de novo. Mesmo porque passa na mesma hora do Lost - segundas, às 22h. Mas agora eu me rendo. Finalmente, fizeram uma matéria decente denunciando os ônibus escolares estacionados há meses no Palácio Iguaçu. Passo por eles todos os dias. Ficava imaginando as crianças nos ônibus velhos que eu conheço, que já vi muito, lá nos matões tipo o sítio do seu Neno. E os novos lá, apodrecendo, sob sol e chuva. Em exibição. E todo santo dia provocava algum amigo da imprensa, pelo MSN - que tal fazer matéria dos ônibus? Só que o assunto já estava desgastado aqui no Paraná. Matérias foram feitas, em jornal, rádio, sites. Foi pouco. Faltava isso aí: um programa com audiência que apertasse o calo onde ele dói. Não só uma reportagem burocrática sobre o problema dos documentos de seguro ou sei lá o quê; mas as crianças esperando os ônibus, o estado dos que estão sendo usados. Adorei. Virei fã.

Bem, e Lost acabou, né. Só ano que vem.

domingo, 5 de julho de 2009

Rapidinhas bem rapidinhas

Corajosinha

Nina patinou no gelo, ontem, antes de assistir A Era do Gelo. Chegamos ao shopping e ela simplesmente enlouqueceu na hora que viu o ringue (?) de patinaçáo - e nevando. Ficou mais feliz do que eu ao ver a Zara liquidando. Fomos os 3 (ah, o marido náo deu aula no sábado - por isso choveu...) comprar os ingressos e ela nem queria mais saber do filme. Garantimos lugar pro cinema e depois descemos ver qual era $$$$ da tal patinaçáo.

Vintáo por meia hora, mas só pra crianças acima de 5 anos: os menores têm que se conformar com um carrinho tipo aqueles de mercado, que os instrutores empurram por 5 minutos. Imagina. Virei pra Nina e sussurrei: - Nina, olha só, SÓ HOJE vamos falar que você já tem 5 anos, ok? Senáo eles náo deixam você ir.

Ela me olhou com uma cara entre o medo e a safadeza. Tá bom, máe. (Agora conta pra todo mundo que passa que a máe deixou ela mentir a idade. Ô saco.)

Bem, o caso é que ela foi e aguentou quase a meia hora toda, agarrada aos instrutores, claro. No finalzinho a deixaram sozinha e ela se segurou nas barras laterais. Náo sei onde as fotos do meu celular foram parar - no mundo perdido das fotos, guarda-chuvas e cadeados do armário da academia.

O marido prometeu pra ela uma hora inteira de aula com os instrutores, durante o recesso escolar dele. É a minha boneca, a Nina Patinadora.


***


Daí ela assistiu o filme, com o pai - no way pagar 3 entradas em pleno sábado, né - e eu fiquei dando banda pelo shopping, pensando se quebraria minhas auto-promessas de náo comprar nada e também náo fazer unha no saláo. Consegui. Nada como gastar com a filha pra acabar náo gastando dinheiro com você: saindo do filme, ela pediu e ganhou os bonequinhos do Mac Donald`s, o Scrat e a Scratita. "Porque com os dois eu posso fazer eles se beijarem".
Agora ela fica provocando o pai, que brinca de ciumento:
- Olha, pai, eles estáo se beijando, igual eu beijei o Gabriel na escola!
E sai correndo.
Provocado, hoje o marido fez que ficou bravo, disse que ia na escola reclamar dela ficar beijando os meninos, que vai pedir reuniáo com os pais do tal Gabriel, e ela se mata de rir.
- Mas entáo eu vou beijar o Gustavo!
- Ah, entáo eu vou mandar você estudar num colégio de freiras!
- ???
- Um colégio só de meninas, Nina, pra você náo beijar mais nenhum menino.
- Ah, tudo bem, eu beijo as meninas.
;)