sexta-feira, 17 de junho de 2011

Como somos lembrados

Importo-me muito pouco com o que as pessoas pensam de mim - ou melhor, me importo muito com o que algumas pessoas acham. Mas imagino que todos tenham lá no fundinho uma curiosidade de saber se é uma pessoa marcante, se é lembrado, por que e em quais momentos. Como comentei no post abaixo, sei que quem trabalhou comigo lembra de minhas principais características nesse momento específico: procrastinadora pero competente. Responsável, faladeira. Mas tenho a impressão de que se alguém perguntar de mim: - Lembra a Tina Lopes, aquela? As pessoas vão franzir a testa e... "Ah, aquela que sempre mudava de cabelo?".

Ou ainda: "a mãe da Nina".

Esse post todo porque lembrei de um sujeito hoje - passando por links, vi seu nome - que ficou conhecido, entre Mr Lopes e eu, como "aquele cara que sempre roubava nossos isqueiros".


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Meu escri





De volta pro meu home-office - a foto noturna não faz jus à paisagem gostosa de jardim do lado esquerdo (esquerdo? não sei - o da janela). Fui requisitada pela segunda vez por uma revista para fazer matéria gigante, que agora vai ser de capa. Não pagam o que seria satisfatório, mas é suficiente para eu não me sentir sem âncora na vida. Além disso, outros projetos vão sendo organizados. Colegas mandam meu currículo para outros colegas. A impressão é de que as coisas vão se ajeitar. E estou priorizando reportagem e redação, porque meu negócio é escrever, mesmo - juro que sou muito melhor nisso do que parece neste blog. Sou pau pra toda obra. Sofro um pouco mais com textos de Economia, deus me livre. Mas me viro. Estou numa situação super privilegiada: posso experimentar esse risco de viver sem vínculo empregatício porque tenho o marido pra dar suporte. Ele sabe que eu faria o mesmo em seu lugar. Nina está quicando de felicidades porque estou a sua disposição o tempo todo. Os dias passam rápido demais e eu preciso me disciplinar pra não procrastinar além do normal. Vou ao oftalmologista porque certamente preciso de óculos. As gatas brigam por baixo da mesa, disputando a cadeira que recebe o sol da tarde.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O Antitabagismo e o Mundo Real

Por essa eu, sinceramente, não esperava.

Minha irmã é antitabagista juramentada, desde criancinha, do tipo que tossia e lacrimejava quando meu pai chegava perto depois de ter fumado o seu Continental sem filtro. Uma pessoa, portanto, que ficou mais do que feliz com a lei proibindo o fumo em lugares fechados. Dizia que finalmente poderia sair à noite sem sofrer com a fumaça do cigarro, sem tornar-se fumante passiva etc. etc.

(parei de fumar há 9 anos mas tive que ouvir essa ladainha por muito tempo)

Daí que Sister Lopes foi a um boteco semana passada. Uma cervejaria. Eu ia também, mas umas questões paralelas me impediram (era comemoração de aniversário de uma prima).Dia seguinte, pergunto como foi, se o lugar é legal.

"NUNCA mais vou em bar fechado - ai que SAUDADE do tempo em que as pessoas fumavam dentro de bar".

Como assim?! estranhei.

"Antes a gente sentia só aquele cheiro nojento de fumaça. Mas era só fumaça. Agora você para num canto e sente o cheiro de perfume, de bafo... e DE PUM*!".




*PUM não foi a palavra usada, mas eu não uso 'the P---- word', que sou phyna.