sábado, 23 de julho de 2011

Amy

Sei da Amy uma historinha tão linda que já contei no twitter. Um amigo estava em Londres, sem grana, as coisas não estavam andando conforme seus planos. Foi com conhecidos a um pub e, chateado, baixou a cabeça na mesa e chorou. Sentiu uma mão suave no ombro e ouviu: "pare de chorar, não fique triste, vou cantar pra você". Era Amy Winehouse antes da fama, e cantou olhando pra ele.


É tão triste quando se diz que fulano "descansou".
Ler e ouvir julgamentos.
Dizerem que fariam melhor. Que fariam diferente.
Quem pode ter tanta certeza nessa vida?


Um link que vale a pena: http://networkedblogs.com/kMtQq

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Não é tão simples

Ah, o post abaixo, tão cheio de decisões.
Trabalhar em casa é muito bom. Bem, pra quem, como eu, ama ficar em casa. 
Mas é difícil. Quando comecei, achava que iria fazer exercícios todo dia - afinal, a ciclovia fica na rua de baixo e eu gosto de correr. Que nada. Nunca dá tempo. De manhã fico com Ninotchka e trabalho um pouco (porque os dois neurônios não acordam direito) e à tarde o trabalho encavala. Como é inverno, anoitece rápido e quem vai pra parque à noite é doido e tá procurando um maníaco pra chamar de seu.
Então há dois meses eu praticamente parei com os exercícios. Consequentemente, dei aquela engordadinha esperta. Mas não tinha percebido antes do casamento do sábado porque, quando você só vive em casa, não tira o moleton confortável. Isso quando não passa o dia de pijama. 
O trabalho remunerado se mistura ao trabalho de casa: cozinhar, arrumar, limpar. E dar atenção à família, às gatas, ao homem do gás que passa todo dia apertando a campainha.
E como o escritório - a mesa de jantar - não é adaptado às necessidades ergonômicas do trabalhador moderno, minhas costas estão arrebentadas, quase travando.
Sem contar a falta de iniciativa de fazer as coisas, simplesmente porque tá tão bom aqui tomando cafezinho e comendo um pão de minuto. Tipo, eu devia estar fazendo aquele telefonema importante mas estou aqui postando. Então o fato é que ainda procrastino, é um vício desgraçado, esse. Estou melhorando, mas ainda longe da disciplina pretendida. Quem souber como, por favor, me ensina.
Ah, e ainda tem aquela certeza de que na última hora o material sai, miraculosamente, da minha cabeça, dos dedos e até do entrevistado. Aquele gosto pelo risco do último minuto.
Mas não estou reclamando. Tá tudo ótimo, apesar disso tudo.

domingo, 17 de julho de 2011

Agora, sobre mim

Anota aí: segunda-feira, dia 18 de julho. O dia em que Cristina virou outra pessoa.
Disciplinada.
Organizada.
Concentrada.

Se não for assim, não conseguirei levar adiante os frilas encavalados (tem dias que não rola nada, em outros aparece tudo de uma vez e não dá pra dizer não) mais as obrigações de dona-de-casa e ainda um pouco de tempo para mim. Não posso mais me pegar às 18h de robe e pijama, tendo comido só pão o dia inteiro.Vou arranjar espaço na agenda para tudo, cronometrar, traçar metas, colocar atividades em tabelas. E ainda vou conseguir voltar a correr. Encontrar as amigas que se ressentem dos meus sumiços.

Ufa. E ainda vou aprender a fazer minha própria maquiagem.

Eu juro que nunca mais vou procrastinar [scarlet o'hara mode on]!

Aprendizado difícil

Ainda sobre o casamento: Nina ficou horas no salão, descacheando e cacheando os cabelinhos. Pra se arrumar mesmo, foram dois minutos. Além de toda uma arquitetura nos cabelos, que eu fiz questão de simplificar, ainda queriam maquiá-la. Imagina, uma criança com blush, sombra, batom. Só deixei passar um gloss transparente e olhe lá, por causa do efeito dos flashes, mesmo, que se forem fortes demais deixam o rosto brancos e sem expressão.

A certa altura, de saco cheio da demora do penteado, Nina suspira longamente e me pergunta:

- O que será que o Ricardinho tá fazendo a essa hora?

- Deve estar brincando.

- *suspiro*


Aí todas as mulheres passavam por ela e diziam: "é, ser mulher é assim, é difícil". Mas ela sabe que não precisa ser assim. Que ela não precisa disso.