Esta semana foi difícil. Um pouco de correria no trabalho, coroando com uma reunião infernal na quinta-feira que me deixou esgotada física e emocionalmente. Adoro correria mas detesto lidar com gente, egos, prazos, pautas, organização. Enfim, só gosto mesmo de apagar incêndio com a imprensa, nisso eu sou especialista, fico rapidinha e tudo. Mas pra fazer reunião, olha, dou vexame.
Então que foram mais sete dias de folga pra Nina e pro marido. Quarentena mesmo. Pra quem está longe parece um exagero, eu sei, isso tudo por causa de uma gripe mais forte. Eu continuo tentando manter o racional em ordem, mas na quinta-feira houve mais um enterro, agora de uma ex-aluna do marido. E fui a última a saber de uma prima que também pegou a gripe A mas agora parece que está bem. Ontem o E. estava orgulhoso de ter encontrado álcool gel. Mas quando foi ao mercado comprar massa de pizza, à noite, não tinha. Um funcionário disse que, por causa de um pedido do MP para fechar mercados e shoppings, houve uma correria por produtos desse tipo.
Uau. Quem não lembra de A Peste? Ok, é exagero, mas eu amo esse livro, tá?
Voltando ao trabalho. Passei momentos de tensão pra escolher os sabores do sanduíche de metro que seria o lanche do dia de reunião. Pô, o buffet deu umas 30 opções de escolha. Como disse um amigo no twitter, isso é muito The Office. E realmente. Pena que eu não tenho um Dwight Schrute pra compensar a rotina. Enfim. Pensa que é fácil? Reunir doze pessoas e fazer todo mundo feliz com o almoço? Isso tendo uma longa pauta a cumprir depois? Tinha que deixar as pessoas felizes, sabe que quem está mal comido não toma boas decisões, fica de mau humor. Foi difìcil. Mas consegui escolher 3 sabores que, na hora de servir, eram incrivelmente parecidos uns com os outros.
Durante a reunião, um ato falho à Tina Lopes. Mas acho que ninguém notou. Alguém veio com aquele papo de "temos o ônus, precisamos ter o bônus". Gente, como eu odeio essa de ônus-bônus. Primeira coisa que me vem à cabeça é um ônibus. Mas eu tava lá com cara de séria, sainha e bota alta, executiva, saca? Não posso ficar virando os olhos e fazendo pffff pra cada uma dessas. Daí vou comentar o assunto e mando um "o ÂNUS...." ai. Sorte que eu estava com a xícara de café ainda perto da boca e disfarçou um pouco. Pano rápido!
O ânus e o bânus.Ainda quero comentar: e a baixaria no Senado, hein? Se a OAB realmente lançar campanha pra que todos deixem seus mandatos, eu pinto a cara e vou pra rua.
Marina Silva candidata a presidente pelo PV. Essa foi a melhor notícia da semana. Não pelo meu voto. Ok, provavelmente eu votaria nela. Mas principalmente pelo elemento surpresa, por demonstrar que a política não funciona apenas como a meia dúzia que manda pensa que deve ser. Desmonta todas as estratégias, os conchavos, as espertezas engendradas (ui) até agora. Como diria o Nelson Rodrigues, é o Sobrenatural de Almeida dando as caras. E teríamos duas mulheres capazes, decentes e interessantes pra votar. A única coisa que pode me afastar dessa candidatura é o fator "crente" da senadora Marina. Mas podem me malhar, eu queria mesmo era a Marta.
Bem, tirando tudo isso, ressaca. Como marido está de folga - engraçado que, por ser diretor, durante as férias mesmo ele só trabalhou com horários, essas coisas, e agora com a gripe fechando tudo, tá de férias - os colegas da universidade se reúnem quase toda noite. What`s the point, né, porque a idéia é justamente evitar aglomerações. Acho que eles não entenderam bem a coisa do álcool proteger contra o vírus: é pra lavar as mãos, não é pra beber! Então estou bem cansada porque desacostumei dessa vida boêmia. Um vinho branco pra acompanhar um peixe, na quinta à noite, me deixou com uma dor de cabeça que não passa.
Não é a gripe, juro.